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Enquanto isso na Oficina de Poesia…

Todas as segundas, na unidade do Jardim América, acontece a Oficina de Poesia com a direção do professor Marcelo Chaves.
Leitura e apreciação de grandes autores, compartilhamento de textos escritos pelos participantes e até oficinas práticas com dicas para quem quer se aventurar como autor nessa bela face da literatura.
A última poesia lida foi: “Em paz” do poeta mexicano Amado Nervo.

 

Segue abaixo uma poesia na integra.

 

Em paz

Perto do meu ocaso, eu te bendigo, ó Vida,
porque nunca me deste esperança falida
nem trabalhos injustos, nem pena imerecida.

Porque vejo no fim de meu rude caminho
que fui eu o arquiteto de meu próprio destino;
que se os méis ou o fel eu extraí das cousas
foi que nelas pus mel ou biles amargosas:
quando plantei roseiras, não colhi senão rosas.

Às minhas louçanias vai suceder o inverno;
mas tu não me disseste que maio fosse eterno!
Julguei sem fim as longas noites de minhas penas;
mas não me prometeste noites boas apenas,
e, afinal, tive algumas santamente serenas…

Amei e fui amado, o sol beijou-me a face.
Vida, nada me deves! Vida, estamos em paz!

Amado Nervo
Amado Nervo

 

 

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