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Artigo escrito pelo Professor Carlos Torga, um dos membros mais antigos de Nova Acrópole em Goiânia.

Um exemplo de vida e de vitalidade.

foto senhor carlos

Sobre a virtude do TRABALHO

Carlos Alberto Mendes Torga

Para exercitarmos esta virtude, é preciso ter em mente que é o trabalho o que nos move. Toda nossa atividade deve ser encarada como trabalho, não como peso, mas como uma necessidade, como algo sagrado. Todo o universo está em constante movimento . Só o ser humano tem essa falsa ideia, incrustada de longa data, de que o trabalho é uma maldição.

Trabalhoé construir. Significa construir a nós mesmos e trabalhar na construção de um mundo melhor. Podemos trabalhar para ganhar dinheiro, mas não como hoje em moda, apenas para comprar coisas, mas para nos mantermos vivos, dignamente.

Quem não trabalha não está vivendo. Basta observarmos a natureza. Pedras, plantas, animais, tudo cumprindo sua função com perfeição. Só o homem, por ignorância, pensa que tem que ir se arrastando para trabalhar e esperar desesperadamente pela aposentadoria para depois não fazer mais nada e gozar a vida! E esperar que a morte venha lhe ceifar a vida que não quer largar. Triste desfecho para quem não construiu nada para fechar com chave de ouro a sua existência.

O trabalho, quando feito com sapiência, gera vida, gera felicidade, satisfação e alegria. É a melhor oração.

E trabalhar em equipe é nosso melhor exercício. É onde realmente iremos nos conhecer e aprender a conhecer os outros.  É muito fácil a gente se suportar e trabalhar só. É uma forma de alimentar nosso monstrinho, o egoísmo. Não podemos perder a chance de ensinar e de aprender. Só no trabalho em equipe, rico em experiências somadas, nos conhecemos melhor. Temos que esquecer um pouco de nós e abraçarmos com satisfação e alegria a atitude de ensinar. A maior riqueza é que todos somos diferentes. Quando nos unimos e somamos nossas experiências, removemos montanhas. O trabalho em conjunto, quando exercido como ensinar e aprender, é muito rico. Temos que vencer essa dificuldade do trabalho em conjunto, assim como é vencer-se a si mesmo. Para tanto temos que exercitar a generosidade e a temperança. São virtudes imprescindíveis para levarmos a cabo essa tarefa. Devemos lembrar do ditado de que ninguém é tão sábio que não possa aprender e também não é tão inexperiente que não tenha algo a ensinar.

Desde muito jovem, 8 ou 9 anos, eu estudava de manhã e trabalhava à tarde com meu pai. Não me lembro de ficar inativo na minha vida. Sempre encarei o trabalho, qualquer tarefa, como algo agradável, e sempre procurei aprender com todos que tive contato até hoje. Não tenho dificuldade de trabalhar em equipe. Hoje, mais experiente, procuro sempre ensinar tudo que sei fazer e aprendi trabalhando. Sou muito feliz por isso. Se ficar inativo eu morro! Gosto muito de ensinar e vibro quando alguém aprendeu comigo e me superou.

Esse é o meu trabalho!

 

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Toda quinta-feira os membros de Nova Acrópole do Jardim América podem participar da leitura comentada do diálogo platônico "A República" com a professora Alice Amaral.

Esta aconteceu ontem e já estamos entrando no Capítulo 3 do livro.