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Artigo de Renata Peluso: “Amigos e bolinhas de vidro”

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Amigos e bolinhas de vidro.

Ter amigos é uma preciosidade. Amigos são como pedras preciosas e, como tais, difíceis de encontrar. Mas atualmente não temos o hábito de dar nomes que diferenciem e definam bem o que são as coisas. Por isso acabamos chamando de amigos muitas pessoas que talvez não o sejam. Confundimos diamantes com bolinhas de vidro.

Hoje é comum chamar de amigo aquele que gosta das mesmas coisas que nós gostamos e que, por isso, sempre concordam conosco. Chamamos de amigo aquela pessoa que encontramos no trabalho diariamente e com quem, quase que automaticamente, compartilhamos nosso cotidiano. Chamamos de amigo aquele que nos ajuda a “dar um jeitinho” em alguma coisa, porque, afinal, “é nosso amigão....”  Mas será que esses amigos são preciosidades de fato?  Quantos desses amigos sumiram de nossas vidas quando paramos de concordar em alguns pontos ou porque mudamos de emprego? E quem nunca perdeu um amigo por não ter dado aquele “jeitinho” que ele tanto precisava?

O que será um amigo? Recorro à mãe de todas as ciências que costuma ter resposta para os assuntos importantes e necessários ao ser humano: nossa querida filosofia.  E qual resposta ela nos dá? Diversas! Mas resgato uma em especial, a visão de Sócrates que dizia: “A amizade vence todos os obstáculos para unir os corações virtuosos.”

Ser virtuoso para ter amigos e entrelaçar nossos corações! Que preciosidade! Corações virtuosos e unidos.... encontramos assim o verdadeiro amigo - aquele capaz de nos falar o que precisamos ouvir. Olhos que nos decifram em um segundo, pois corações unidos sabem imediatamente o que se passa um com o outro. Um amigo nos ajuda a levantar quando caímos; sua mão sempre estendida nos chama de volta à luta da vida. Seus gestos tão naturais são a certeza de que não estamos sozinhos. As conquistas do nosso amigo nos enchem de alegria, e o mundo se torna um pouco melhor... Vê-lo crescendo nos inspira e nos une ainda mais, pois suas vitórias nos tocam a alma e nos dão esperança.

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Da próxima vez que você encontrar seu amigo, admire-se!!! Fique pasmo como se estivesse de frente ao diamante mais precioso e raro do mundo. Pois de fato, você está! Cultive suas amizades verdadeiras, seja virtuoso e enlace seu coração ao dele, como dizia Sócrates. Se fizer isso, você poderá ter verdadeiros diamantes, e jamais irá confundi-los com bolinhas de vidro.

Renata Peluso, professora de Nova Acrópole.

 

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1 comentário em “Artigo de Renata Peluso: “Amigos e bolinhas de vidro”

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