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Quantos Anos Tenho? Por Juliana Limeira

Idosa-e-jovem

Quantos anos tenho? Se eu disser que tenho 20 dá para passar? Até que dá, né? E 18 anos? Mas juro para você que eu tenho! É verdade! Pois já os tive e não os joguei fora... Então eu tenho! E também tenho 15, por incrível que pareça! E cinco anos? Ah, sempre tenho! A cada sorriso espontâneo, a cada alegria, a cada encontro com o que amo. Mas também tenho 60, 70, 80 ou mais!
Ao ouvir a voz dos que já viveram e a me ver em seus ensinamentos, em suas sínteses de experiência, escolhendo o caminho da simplicidade, alertando minha personalidade ao que realmente tem valor ao longo da vida.
Volto a ter meus 10, 11 anos cada vez que me entusiasmo com a vida, cada vez que tenho vontade de me aventurar, de conhecer o mundo, de crescer e ter desafios de gente grande. Hoje, ainda sonho em ser gente grande, em fazer coisas grandes pela humanidade, sonho em construir um mundo melhor, me inspiram os feitos heróicos dos grandes homens e mulheres de todos os tempos.
Com que idade somos donos do nosso nariz e temos maturidade para fazer nossas escolhas? 18, 21 anos? Herdamos meio inconscientemente de gerações anteriores, dos que convivemos, dos ditames do mundo e seus costumes, nossos hábitos, nosso jeito de pensar, se sentir, de agir... Em relação a conquista de nossa própria identidade ainda estamos engatinhando...
Quantos anos tenho? Se digo que tenho a idade do meu corpo físico, essa idade a qual normalmente nos remetemos, não estou sendo precisa, pois quantos anos tem os átomos que compõe o meu corpo? Bilhares, infinitos, que a ciência ainda nem conseguiu contar.
Quantos anos tenho? Quando aprendo com o passado e vejo-me herdeira do conhecimento de povos e civilizações antigas, tenho quinhentos, mil, dois mil anos ou mais. A idade dos renascentistas, dos romanos, dos gregos, dos egípcios.
Quando penso na dimensão divina, na plenitude que minha alma sonha alcançar, quando penso na vida guiada pelo espírito, livre dos limites da matéria, aí, não tenho idade alguma, ainda nem nasci. Quanta vida há em mim para eu dar a luz! Quanta vida em mim ainda está no umbral da consciência, a espera do momento de existir. Vivo a lei do eterno retorno, renovando-me na espiral da Vida Una. Estou sempre encerrando um ciclo e começando outro, prestes a morrer e prestes a nascer.
Se fecho os olhos e sinto, lá estão, todos os anos vivos em mim, me mostrando o que fui. Se abro os olhos e sonho, lá estão, todos os anos vivos em meu coração, me mostrando o que sou, o que posso ser.
Qual a minha idade? Isso não importa, o que importa é viver o presente com toda a sua eternidade.

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Juliana Limeira, voluntária da Nova Acrópole Brasil

Conheça mais artigos e poesias em: http://luciahga.blogspot.com.br/

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